terça-feira, 2 de junho de 2009

abnegação

Perdida de mim
Encontrei-me em ti

Não quis impor-te
o meu inferno
quando só me oferecias
a segurança dos teus braços
o paraíso do teu olhar
o calor do teu toque

Amei-te sem querer
Amei-te sem poder

Não queria partir
Não queria que fosses
Pensei que não terias força
porque eu não tinha
Larguei a tua mão
e deixei-me cair

Perdida de mim
Perdi-me de ti

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Amo-te...

Se eu pudesse escolher
um momento da minha vida...
Se eu pudesse voltar atrás
a esse momento do tempo...

escolheria aquele momento preciso
em que morri a olhar nos teus olhos
dizendo que, no meu coração,
eras apenas meu amigo, meu irmão...

Se eu pudesse alterar
um momento da minha vida...
Se eu pudesse fazer uma escolha diferente
nesse momento do tempo...

dir-te-ia, então e agora,
a olhar nos teus olhos
o que sempre leste nos meus...
e que sempre esteve no meu coração

Amo-te...
... tanto que tinha pavor de dizê-lo
... tanto que tinha pavor de perder-te
... tanto que tinha pavor que não me amasses

Amo-te...
... tanto que não consegui dizer-to
... tanto que te perdi porque não confiei em ti
... tanto que nunca vou deixar de te amar

Se eu pudesse escolher
um momento da minha vida...
Se eu pudesse voltar atrás
a esse momento do tempo...

arriscaria, então e agora,
olhar nos teus olhos
e entregar-te a minha alma
que sempre foi tua

Se eu pudesse alterar
um momento da minha vida...
Se eu pudesse fazer uma escolha diferente
nesse momento do tempo...

arriscaria, agora e então,
olhar nos teus olhos
e entregar-me nos teus braços
que sempre me receberam...
que nunca me negaram...
que sempre me procuraram...

Amaste-me...
... tanto que só vias beleza nas minhas imperfeições
... tanto que me fazias sentir a mais bela com um olhar
... tanto quanto permiti que me amasses

Mas não é possível escolher
um momento da minha vida...
Não é possível voltar atrás
a esse momento do tempo...

Não é possível alterar
um momento da minha vida...
Nem é possível espreitar um momento da tua vida
e ver que és feliz...

Amo-te...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Retratamento

Quando se faz uma generalização (homens vs. mulheres, por exemplo), comete-se sempre um erro. Obviamente que quando dizemos que os homens são uns porcos, não estamos a dizer que todos são... Apenas estamos a dizer que, apesar de os nossos amigos homens serem homens decentes, a maior parte dos restantes exemplares do sexo masculino que temos encontrado não o são... Alguns são mesmo porcos... porque não tratam as mulheres com o respeito que todas as pessoas merecem (também há mulheres que são umas porcas, mas não é disso que estamos a falar neste momento). Outros dizemos que são uns "porcos" porque são atrasados e atronhados e não sabem bem o que querem nem se querem... e nós (que também somos atrasadas e atronhadas mas sabemos que os queríamos só que não sabemos como os fazer entender sem os assustar nem os fazer fugir...) só queríamos que gostassem de nós e não fossem uns porcos como os outros que o são mesmo...


"Faz-me rir e eu prometo que não te faço chorar
Trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar"

sábado, 23 de maio de 2009

Os homens

Os homens são assim...
... ou nos perturbam ou não nos dizem nada;
... ou são simplesmente uns porcos;
... ou nós dizemos e eles falam na boa, mas depois não voltam a falar;
... ou dizem que somos convencidas.

Mas, no fundo, os homens são todos uns atrasados...
... ou porque os queremos e eles não percebem;
... ou porque NÃO os queremos e eles não percebem;
... ou porque agora querem uma coisa, mas daqui a um bocado já querem outra;
... ou então querem sempre a mesma coisa (que é quando só pensam com a parte que deviam guardar dentro das calças).

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Os homens e os porcos

... ou por que é que alguns homens são uns porcos. - parte II

"A culpa é toda das mulheres, elas é que provocam os homens." - diz o hipotético jovem no dia a seguir à hora do almoço.

É preciso ter muita lata e muito descaramento, mesmo para alguém que não consegue manter as calças fechadas até chegar a casa. Por favor, não me entendam mal. Quem é livre e desimpedido pode fazer o que bem entender com quem quiser desde que não magoe ninguém e que a(s) outra(s) pessoa(s) consinta(m). Porém, quando se assume um compromisso, há que honrá-lo; até porque, nos tempos de hoje, os compromissos são feitos de livre vontade e podem ser desfeitos a qualquer momento. E quando se decide não honrar os compromissos que se fazem, pelo menos que se assumam as atitudes que se tomam e as acções que se praticam. Agora pôr a culpa "nas mulheres" num momento em que sabe que a mulher que ele quer atingir com aquela bela frase nunca se poderá defender é pura cobardia!...

Mas, não! O hipotético jovem anda a fazer uma grande coisa e está cheio de razão. A culpa é toda, obviamente, da desgraçada que veste uns tops normais com decotes normais e que se veste normalmente e que se perfuma e se arranja como todas as mulheres. Como é óbvio também, num local de trabalho maioritariamente composto por homens, que a culpa é da desgraçada que não tem ninguém na sua vida e por isso não terá qualquer motivo para dizer que não ao "machão" que o hipotético jovem julga que é.

Não é por nada, mas se ela fosse tão provocante assim, nenhum dos homens resistiria, sobretudo os que também não têm ninguém. Mas claro que a culpa é toda das mulheres... Ele deve achar que as mulheres são todas umas putas (sem qualquer desrespeito para as que exercem essa profissão)... menos a filha dele que vai ter 5 anos toda a vida e só vai sair com um rapaz depois dos trinta se tiver sorte. Eu não gostaria que me fizessem a mim o que ele faz à mulher e não acredito que ele não se importasse se a mulher tivesse os casos dela (não sei se alguém acredita nisso).

Estas coisas perturbam-me... Uma pessoa vê nos filmes, sabe que existem na realidade, mas quando acontecem à frente dos seus olhos parece simplesmente inacreditável...

Pois, eu tenho uma mensagem para o hipotético jovem: ninguém vai deixar de se vestir como bem entender! Que tome banhos de água fria ou que aprenda a usar as mãos e que guarde para si ou para quem de direito as suas fantasias.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"sou eu, nem mais, a suplicar o teu amor"




A vida será insuportável se não acreditarmos no amor, o "princípio activo que rege desde o começo / E mantém o mundo vivo"...

Os homens e os porcos

... ou porque é que alguns homens são uns porcos.

O cenário (hipotético) é um homem casado e pai de filhos, que gosta de aventuras e as procura com uma outra mulher por quem se sente atraído. Diz que tem uma relação aberta com a esposa e que entre eles não há amor, há cumplicidade. Afirma que o amor se sente pelos filhos, pelos pais, pelos irmãos. Pela esposa, pelos vistos, não é preciso. Neste cenário, é normal darem-se umas facadinhas no casamento. Tudo isto, claro com o consentimento da mulher.

Analisemos então este caso hipotético, de um jovem tarado. Perdão, homem na flor da idade.

Mas que merda de relação é esta? Porque se casou esta criatura? Não ama a mulher, acha que a fidelidade e o compromisso são para Inglês ver; não fazem parte de um casamento. Acha natural ter outros parceiros sexuais porque a mulher não se importa e sabe de tudo. Talvez tenham conversas do género:
Ele: "Olá amor! Hoje enrolei-me com uma colega do trabalho."
Ela:" Boa baby. E foi bom? Conta lá como foi. Já sabes que nós não temos esses problemas."

Eu sei que há gente no mundo capaz de tudo. Mas que mulher moderna e semi-independete atura este género de merdas? Que moral ou exemplo tem aquele homem para dar aos filhos? (não estou a pôr em causa que seja um pai fixe; mas os princípios morais que ele transmite).

Toda a gente tem problemas. Os casamentos passam por pontos altos e pontos baixos. Pode uma pessoa achar que resolve os problemas errolando-se com outra? Não arranja mais trabalhos? Porque não procura resolver os problemas que tem em casa? Porque não busca a sua satisfação e a do parceiro, com o parceiro? Como se pode ter tamanha falta de respeito para com alguém com quem se partilha a vida, que é pai/mãe dos seus filhos?

Eu nunca vou compreender estas situações numa relação/casamento. Não defendo que as pessoas devam ser infelizes ou estar ao lado de quem não amam. Mas ninguém é obrigado a ficar com ninguém. Quando a paixão/atracção inicial acabar, se não houver disposição para lutar por algo mais, porque não ir cada um à sua vida? Esclarece-se a situação e não se anda a enganar ninguém. Ou mais grave que isso, a magoar alguém. Porque quem trai uma vez sem dizer (que ninguém acredita que o hipotético jovem conte à mulher) trai 10, 100 ou 1000. E isso acaba com qualquer tipo de confiança e cumplicidade. Passam a ser dois intrusos, que mantém relações sexuais e , por acaso têm filhos em comum. Vivem juntos e pagam menos impostos.

Ao que nós chegámos...