quarta-feira, 29 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
...
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
Fernando Pessoa
quarta-feira, 4 de março de 2009
"Leva o ar que eu respiro..."
Era uma vez uma Princesa...
Presa numa alta torre
De um palácio de gelo.
Era uma vez uma Princesa
Que se libertou da sua prisão
Quando um raio de sol
Derreteu a alta torre de gelo
Em que vivia.
Era uma vez uma Princesa
Queimada pelo gelo
Ferida pelo frio
Da solidão que a prendeu.
Onde estás, meu Príncipe?...
Prometo que não fujo
Se não fugires de mim...
Leva-me contigo...
Dá-me a mão...
Aquece-me a alma...
Preciso de ti.
Era uma vez uma Princesa...
Presa numa alta torre
De um palácio de gelo.
Era uma vez uma Princesa
Que se libertou da sua prisão
Quando um raio de sol
Derreteu a alta torre de gelo
Em que vivia.
Era uma vez uma Princesa
Queimada pelo gelo
Ferida pelo frio
Da solidão que a prendeu.
Onde estás, meu Príncipe?...
Prometo que não fujo
Se não fugires de mim...
Leva-me contigo...
Dá-me a mão...
Aquece-me a alma...
Preciso de ti.
Era uma vez uma Princesa...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Saudades
Tenho saudades da minha vida como ela era, quando era um bocadinho mais feliz. Lá atrás quando acreditava e me deixava levar ou sorria sem pensar.
Tenho saudades do Outono e das folhas a cair.
Tenho saudades do que lá ficou, se chegou mesmo a existir.
Tenho saudades...
Tenho saudades do Outono e das folhas a cair.
Tenho saudades do que lá ficou, se chegou mesmo a existir.
Tenho saudades...
sábado, 21 de fevereiro de 2009
prayer
Nunca me considerei uma pessoa de sorte. Na verdade, tudo me acontece... e o que consigo alcançar é sempre resultado de esforço, trabalho e sacrifício. Porém, cada vez mais sinto que, em todos os meus "azares", nas coisas más que me sucedem, há um "anjo da guarda" que vela por mim e impede que esses infortúnios se tornem verdadeiras tragédias...
Não sou crente, mas preciso de acreditar que a vida da humanidade assenta num qualquer princípio de justiça, segundo o qual, o esforço será recompensado e o mal punido.
Sinto muitas vezes que não aguento mais a minha vida como está. Sinto muitas vezes que preciso que alguém me salve. E sinto-o desesperadamente com o desespero de quem tem consciência de que aquilo de que precisa depende da "sorte" que não tem e nunca teve.
Ontem (ou hoje de madrugada, como preferirem) alguém me salvou... Não da forma que eu pretendia, mas da forma que precisei naquele momento. Não é bom viver a vida sob o peso dos fantasmas dos erros dos outros. Por mais que esses erros nos sirvam de exemplo, há erros que temos que cometer por nós próprios e sustos que temos que apanhar nós mesmos para nos apercebermos de como uma distracção pode ser fatal e da sorte que é possível ter no meio da desgraça.
Obrigada, sejas quem fores, por me protegeres.
Não sou crente, mas preciso de acreditar que a vida da humanidade assenta num qualquer princípio de justiça, segundo o qual, o esforço será recompensado e o mal punido.
Sinto muitas vezes que não aguento mais a minha vida como está. Sinto muitas vezes que preciso que alguém me salve. E sinto-o desesperadamente com o desespero de quem tem consciência de que aquilo de que precisa depende da "sorte" que não tem e nunca teve.
Ontem (ou hoje de madrugada, como preferirem) alguém me salvou... Não da forma que eu pretendia, mas da forma que precisei naquele momento. Não é bom viver a vida sob o peso dos fantasmas dos erros dos outros. Por mais que esses erros nos sirvam de exemplo, há erros que temos que cometer por nós próprios e sustos que temos que apanhar nós mesmos para nos apercebermos de como uma distracção pode ser fatal e da sorte que é possível ter no meio da desgraça.
Obrigada, sejas quem fores, por me protegeres.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
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